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Tipos de fossas

Os sistemas individuais de tratameno de esgoto são adotados normalmente para o atendimento unifamiliar e é constituído por uma fossa séptica e um dispositivo de infiltração no solo que poderá ser um poço negro (sumidouro) ou outro dispositivo de irrigação sub-superficial (vala), (ALOCHIO, 2007).

Para que estes sistemas funcionem satisfatoriamente as habitações tem que ser esparsas (lotes grandes com elevada percentagem de área livre), o solo deverá apresentar boas condições de infiltração, e o lençol freático deve estar em uma profundidade adequada para não haver risco de contaminação por microorganismos transmissores de doenças (microorganismos patogênicos).

De acordo com o manual de saneamento (FUNASA, 2006) há diversas variações de fossas destinadas a receber os esgotos domésticos. Abaixo são apresentadas algumas categorias de fossas assim como suas características.


1. FOSSA SECA: Constitui-se de uma escavação, com ou sem revestimento, de uma laje de tampa com um orifício e de uma “casinha” servindo de proteção e abrigo do usuário. É destinada a receber somente excretas (fezes), sem uso de descarga d’água, que se decompõe ao longo do tempo pelo processo de digestão anaeróbia.


2. FOSSA ESTANQUE: É um tanque impermeável, no qual são dispostos os esgotos que são ali acumulados até sua remoção frequente. Pode ser construída em alvenaria de tijolos, mas modernamente são mais utilizadas as pré-moldadas em concreto, em plástico, em resinas estruturadas com fibra de vidro, etc.


3. FOSSA NEGRA: Consta de um buraco que apresenta seu fundo sob ou a menos de 1,5 metros do lençol freático. O seu emprego deve ser evitado, tendo em vista a provável contaminação das águas subterrâneas, possíveis problemas de exalação de mal odores e desenvolvimento de mosquitos.


4. FOSSA ABSORVENTE: Também conhecida como poço absorvente, encontra-se desde as mais rudimentares, que pouco mais são que simples buracos no solo, até construções mais elaboradas, com paredes de sustentação em alvenaria de tijolo ou anéis de concreto, sempre com aberturas e fendas que permitem a infiltração dos esgotos, e devidamente cobertas, geralmente com laje de concreto. Geralmente não tem fundo revestido, para permitir a infiltração da água, mas em algumas há uma camada de brita constituindo a base do fundo.


5. TANQUE SÉPTICO (FOSSA SÉPTICA): É uma unidade cilíndrica ou prismática de seção retangular de fluxo horizontal para o tratamento de esgotos por processos de sedimentação, flotação e digestão (NBR 7229/1993). O efluente deste tanque deverá ser transportado para um filtro biológico, valas de filtração, valas de infiltração, sumidouro ou para a rede coletora de esgoto.


Os Tanques Sépticos são recipientes construídos ou instalados no local para manter durante tempo determinado os dejetos domésticos, industriais, ou comerciais, com o objetivo de sedimentar os sólidos e reter o material contido nos esgotos, para transformá-los bioquimicamente, em substâncias e compostos mais simples e menos poluentes. São utilizados em locais desprovidos de rede pública de esgoto.

Seguindo os padrões da classificação apresentada no item anterior, pode-se dizer que o tanque séptico corresponde a um sistema de tratamento primário e físico biológico (predominância da sedimentação do material sólido e digestão). Pela simplicidade de construção e manutenção é um sistema muito difundido, e está presente na maioria das estações de tratamento. Há três tipos de tanques sépticos: câmara única, câmaras em série e câmaras sobrepostas.


OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO


A NBR 7229, (1993) estabelece que o tempo de limpeza dos tanques sépticos deve ser o mesmo previsto em projeto, mas faz uma ressalva, permitindo o aumento ou uma diminuição no intervalo caso ocorram variações nas vazões previstas, assim como a limpeza do Tanque Séptico, quando necessária, não seja completa; deve-se deixar cerca de 10% do volume de lodo existente. Antes de qualquer operação no interior dos tanques, deve-se deixar sua tampa aberta por no 50 mínimo 5 minutos, prevenindo o risco de explosões e intoxicação proveniente dos gases do Tanque Séptico.



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